Decisões conjuntas

A briga entre o Governo do Amazonas e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (SINTEAM) relacionado ao retorno das aulas presencias demonstra a preocupação com a circulação do vírus no estado que ainda assusta. Segundo os dados da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), o Amazonas já tem quase 100 mil casos de infectados pelo novo coronavírus, e apesar da média de números de casos ter diminuído, a preocupação aumenta a cada dia.

Para os professores é impossível retornar com as aulas por conta das salas de aula que geralmente contam com 50 alunos, não tem janelas e os aparelhos de ar-condicionado não tem a higienização devida. Diante dessas circustâncias, o Sindicato ingressou no Tribunal de Justiça do Amazonas com um mandado de segurança para impedir o retorno das aulas no próximo dia 10.

Todas as indefinições quanto à vacina que combata à Covid-19 e a falta de responsabilidade, da própria população que insiste em desrespeitar as recomendações de distanciamento social e uso da máscara, fazem com que o nosso futuro seja incerto. Não temos previsão de quando tudo voltará ao normal o que obriga o governo a tentar todas as alternativas possíveis para que ninguém seja prejudicado, do comércio aos estudantes, das fábricas as unidades de saúde. Contudo, é preciso analisar e escutar os envolvidos nos mais determinados setores para saber sobre as possibilidades para um retorno seguro.

O problema dos governos é tomarem decisões sem fazer qualquer tipo de consulta pública. Vivemos um período em que medo, pânico e ansiedade andam juntas e é preciso que aqueles que detém o poder de uma cidade ou estado nas mãos, trabalhem conjuntamente com o povo, passando a escutar o que cada um pensa sobre cada passo a ser dado. Se isso for feito caminharemos juntos, rumo a alternativas que tranquilizem a população de que venceremos esse vírus.

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